Tuesday, February 28, 2006

Trabalho e trabalhos

Dizer que qualquer trabalho é igual é desconhecer a natureza das diversas ocupações. Tem gente que é colocado numa redoma e passa a achar que a vida é aquilo, rapidamente esquece que existe uma "vida real lá fora", onde tudo é mais complicado, onde pequenas preocupações, ausentes de quem vive na redoma, passam a ocupar o dia-a-dia de quem vive "lá fora". Coisas simples com garantir o arroz e o feijão de cada dia, - que não é fornecido pelo governo - o colégio das crianças, a condução, segurança, médico, hospital e remédios, tudo coisas, que aqueles que vivem dentro da redoma, "fora da vida real lá de fora", esquecem que é preciso lutar no dia-a-dia, todos os dias.

Nosso "amado e cada vez mais, sempre mais, querido presidente", declarou que "por ele não tirava mais férias", e que "nem sabe porque as pessoas tiram férias". Talvez porque ele tenha trabalhado pouco tempo na vida, aposentadoria precoce, sabe como é se aposentar com apenas três anos de trabalho não é para qualquer um, dá nisso, pouco trabalho, depois fica dando essa vontade "disgramada" de trabalhar. Mas não é todo mundo que trabalhou pouco assim, viu Sr. Presidente, tem gente, - eu inclusive - que trabalhou em dois empregos, que financiou os estudos, viu Sr. Presidente, que não teve preguiça "disgramada" de ler e se formou em faculdade pagando com o esforço do próprio trabalho. E nunca foi político, viu Sr. Presidente, sempre teve que trabalhar para ter as coisas.

Volta e meia a gente tem que ouvir cada uma, que parece até duas... Contando não acreditam...

Tuesday, February 21, 2006

Provando novas teses

A continuar nesse ritmo, o resultado das CPI's poderá surpreender muitos cidadãos brasileiros, mas não os cidadãos do Rio Grande do Sul, os gaúchos já provaram e sabem que existe crime perfeito. Pela simples razão de que é muito difícil de comprovar judicialmente os desvios cometidos, quando aqueles que cometeram os desvios tomam um série de cuidados.

Certos indícios são veementes, aqui no Rio Grande do Sul, passamos por uma CPI que descobriu doações para a compra da sede de um partido em que nenhuma uma única doação - vou repetir - nem uma única doação sequer - foi efetuada em cheque, todas as doações, independente dos valores doados, fossem altos, médios e pequenos, foram feitas com dinheiro vivo.

Quem acredita na regularidade de algo dessa tipo, doações em que nenhum dos doadores utiliza um cheque em pleno século 21, também tem que obrigatoriamente acreditar no Papai Noel, no Coelhinho da Páscoa, na Fada do Dentre, isso pelo mínimo. Mas, apesar dessa descoberta, a origem do dinheiro, que se supõe que fosse de uma fonte escusa nunca ficou devidamente esclarecida, qual a marca do dinheiro vivo?

Agora com esse mensalão, com milhões de operações bancárias para acobertar as movimentações, com alguns testas de ferro recebendo em nome de outros, com muitos recebendo em dinheiro vivo, apesar de alguma coisa ser provada, onde está a origem de todo esse dinheiro? É claro que foi montada toda uma artimanha para acobertar as tramóias e, embora o governo diga que vai cortar na carne e blá, blá, blá, joga sempre na defesa, tentando impedir que se chegue a qualquer conclusão, isso é mais do óbvio.

É bom mudar de concepção, porque dentro desse padrão de investigação, existe o crime perfeito, e existirão novos crimes perfeitos que teremos de enfrentar.

Saturday, February 18, 2006

Defendendo a canalhice

Acabar com nepotismo é algo tão óbvio como acabar com a corrupção, ninguém pode fazer do público privado, o cuidado com o bem público tem que ser imensamente maior do que o cuidado com o privado. Não há o que discutir nesse ponto. Levantar teses como a confiança, competência, etc, é querer ver consagrado o princípio da canalhice, porque é preciso ser no mínimo canalha para defender algo indefensável, para querer continuar se locupletando com o dinheiro público. E tem alguns que nem ficam com a cara vermelha.

Esse é o nosso problema, nossos homens públicos defendem sem a menor cerimônia o indefensável, não adianta anuir argumentos de que o nepotismo é necessário pela probidade, ou confiança, quando estes são qualificativos inerentes a qualquer funcionário público. Só o parente, só a mulher, só o filho é digno de confiança, o resto é um bando de corruptos, de indignos. O que é isso? Isso lá é defesa que se apresente? As normas, os regimentos, as leis estão aí para serem cumpridos, inclusive aqueles que proíbem o nepotismo! Que nem precisaria de lei para proibir, bastaria ter vergonha na cara para ser evitado.

Como vou confiar num representante que não é meu parente? Partindo do princípio de que quem não é parente não é digno de confiança, nem é probo, então todos os deputados e senadores que atualmente estão me representando no Congresso Nacional não merecem a minha confiança. Não tenho nenhum parente lá, logicamente não posso confiar em ninguém. Viram como tudo é um sofisma? Repito: não há formas de defender o que é indefensável.

É o que nos falta, vergonha na cara, uma mercadoria em constante falta nas instituições brasileiras, na cara dos nossos homens públicos, que advogam uma moral particular, toda própria, diferente da moral do homem comum, que permite tudo, até o imoral ou o amoral. Não faz muito convivemos com um presidente da câmara dos deputados que fazia pouco da nossa inteligência, e, por diminuta inteligência, deixou transparecer a forma como pensam os nossos representantes, e ele serve de paradigma, de modelo.

Mas um dia, quem sabe? Um dia... quem sabe no dia do juízo final?

Wednesday, February 15, 2006

Acertando o passo

Ninguém disse que você não pode ter um blog de sucesso só com textos. O primeiro desafio que você vai ter que enfrentar é da qualidade. Se o único produto que você tem para oferecer é texto, ele tem de ser de muita qualidade. Assuntos interessantes, que prendam a atenção, sem ser chorosos, não sejam fúteis, nem muito sérios, sejam bem humorados, mas sem exageros. Em suma, achar o ponto certo não será tarefa fácil.

Até aí morreu neves, dirão vocês com minha total concordância. Todos sabem que fazer algo de qualidade não é fácil (ou exige um talento inato, para quem textos como esses brotam pelos poros). Infelizmente não é o meu caso, que até consigo fazer alguns textos mais ou menos, mas que quando ficam assim é porque me deram trabalho demais. E eu afirmo que qualidade assim não é muito vantajosa, como quem mede um consumo: é muita gota de suór por linha teclada.

O pessoal mais esperto já descobriu um segredinho dos blogs, e que acerta em cheio no "gosto" dessa geração atual: uma geração que adora ver e detesta ler, ou como diz o nosso amado presidente: "tem uma preguiça desgramada(sic) de ler". Apelar para o visual significa colocar muita imagem bonita nos blogs; ou como diz a minha sogra querida, filme bom é filme "bem colorido"; daí que blog bom é "blog bem colorido". O segredo é fazer um blog bem colorido, com muito vermelho, maravilha, cenoura, amarelo, tons chamativos, quentes.

Porque no caso dos bons textos, não bastará escrevê-los, criá-los, você ainda terá pela frente uma árdua tarefa, que é atrair uma galera disposta a lê-los, e isso, meus amigos, não será tarefa fácil!

Sunday, February 12, 2006

Notícias

São apenas notícias, dizem que gastaram 300 mil reais para mandar colocar um bar no aeropinguço, quer dizer, no Aerolula, mas o ministro Furlan diz que não é um bar, que ele nem bebe há 40 dias. Não sei bem o que isso significa, será que antes desses quarenta dias o trago andava correndo solto? Não afirmo nada, sei lá, de repente me expulsam para algum lugar, sabe como é, já expulsaram até repórter americano por causa dessa história de bêbado e de bebidas. E eu nem bebo!

Por falar no homem, ele anda pela África - como ele adora andar pelo continente africano, não é mesmo? - dizendo que o País está endividado com os africanos. Pelo que eu sei nós não devemos um centavo sequer para os países africanos, eu pelo menos não devo; e nem dou procuração para que ele - ou quem quer que seja - assuma em meu nome dívidas que não contraímos formalmente. Se ele quiser contrair alguma dívida, que o faça em seu nome pessoal (ou vá fazer política com argumentos mais inteligentes!).

Ele tem essas manias, isso não é novidade, ele costuma fazer bondades em nome do povo brasileiro, perdoa dívidas, e andou até doando navios e equipamentos. No dizer popular a gente chama isso de "cumprimentar com o chapéu dos outros". Eu confesso que não conheço a legislação à respeito, mas acho que para certas coisas, nem é questão de legislação, é questão de ter o que se chama de "semancol ou sefragol".

Thursday, February 09, 2006

As revoluções e o desenvolvimento

"A vida dos povos prova a necessidade de repetições que impressionem. Acumulações de ruínas e torrentes de sangue são, por vezes, necessárias para que a alma de uma raça assimile certas verdades experimentais". - Gustave Le Bon, in "As Opiniões e as Crenças"

As reconhecidas e persistentes dificuldades da nação, que atravessa os séculos e não consegue atingir um padrão aceitável de desenvolvimento, só serão superadas por uma ação coletiva resultante da conscientização do povo.

Alguns historiadores e filósofos defendem, a exemplo de Gustave Le Bon - autor do pensamento do primeiro parágrafo - que essa conscientização depende de uma aprendizado advindo da repetição de situações traumáticas que marquem fundo a alma desse povo.

Não é incomum essa idéia de que "sem derramamento de sangue" não há a formação de um caráter nacional que impulsione o desenvolvimento de um país. Certos valores morais, éticos, parecem ser aprendidos com esses infortúnios. "Não vamos mais repetir nossos erros, porque eu perdi meu ..." é a frase que fica marcada nos corações e mentes, contendo no seu final o nome de um ente querido perdido numa batalha qualquer.

É uma maneira terrível de se aprender, pré-histórica e desumana. Dizer-se que o homem precisa da guerra para adquirir certos padrões morais chega às raias do absurdo. Mas, infelizmente, é uma tese que vem se comprovando pelo estudo da história. Como diz Le Bon: "Todas as nações verificam, desde as origens do mundo, que a anarquia termina pela ditadura. Mas dessa eterna lição elas não tiram qualquer proveito".

Quando ocorre, porém, um derramamento de sangue a lição é imediatamente aprendida, e desse ponto em diante nunca mais cometem o mesmo erro.

Thursday, February 02, 2006

Grande Google!

Estava invejando um pouco da juventude bem-sucedida dos dois fundadores do Google, que atualmente estão no Brasil conhecendo o projeto nacional de uma fonte de combustível alternativo ao petróleo a base de metanol.

Estavam em Davos - na Suiça - participando do Forum Econômico Mundial e vieram direto para o Brasil, motivados pela notícia dessa fonte alternativa, que é renovável e muito menos poluidora do que o petróleo, o metanol.

O Google fechou o exercício de 2005 com um lucro bruto de seis e meio bilhão de dólares, nada mal para um projeto que começou há poucos anos sem maiores pretensões. Viram o quanto pode valer o algorítmo certo, na hora certa e no lugar certo?

Monday, January 30, 2006

Falhas

Os aplicativos, os utilitários na internet estão falhando muito. Provavelmente porque foram mal desenvolvidos, e por isso possuem bugs, defeitos que fazem com que não funcionem direito. Não sei se a culpa é de um certo atropelo ao fazer as coisas, pouca mão de obra - as infernais otimizações de pessoal com redução de custos! - ou se é algo com a diminuição da capacidade técnica do pessoal.

Já nem falo em falhas sob o ponto de vista da incompletude, por estarem faltando aplicativos ou módulos, falo de falhas grosseiras. Hoje mesmo perdi um tempão com este tipo de aplicativo. Faço o upload de algumas imagens (10) e as identifico com uma "tag" (identificador) comum, no caso foi "movies". Quando vou fazer um aplicativo o sistema pergunta: selecionar as imagens por tag? Respondo que sim e coloco no espaço "movies". O sistema responde que não tenho imagens com esta tag (?).

Vou num outro aplicativo e mando pesquisar por tag, coloco "movies" e o sistema retorna as 10 imagens que fiz o upload! Para um aplicativo existe a tag movies, para outro não, dá para entender? Em tudo isso você perde tempo; primeiro porque inicialmente você acha que foi um erro seu; e depois porque você quebra a cabeça para contornar o defeito do programa. Algo que era para ser feito em 2 minutos, demora uma hora.

Outro geranciador de blog só aceita uma imagem por post. É, não importa o tamanho em pixels ou o tamanho em bytes, uma imagem só. Se você quiser colocar duas, troque de hospedeiro, vá para outro lugar, qual a lógica disso?

Saturday, January 28, 2006

As verdades ocultas.

Nem tudo o que é verdade deve ser publicado, de domínio público. Só porque é verdade não significa que deva ser do conhecimento de todos, isso parece ser uma outra verdade bem simples e fácil de entender. É muito provável que existam naves espaciais e homenzinhos verdes na famosa Área 51 nos Estados Unidos, mas quem disse que isso deva ser matéria do conhecimento público?

Cito a famosa área de pesquisas da Força Aérea Americana só como um exemplo, lógico que além dela milhares - ou, quem sabe, até milhões! - de segredos cabeludos continuam sem ser revelados ao grande público. Eram os Deus Astronautas? O que se esconde no Triângulo das Bermudas? A Atlântida perdida?

Onde está escondido "o bolo" do Delfim Neto? Onde está a república próspera do FHC? Onde estão os dez milhões de empregos do Lula? Porque a batalha contra a inflação precisa necessariamente empobrecer o povo e enriquecer os bancos?

São estes segredos que continuam guardados a sete chaves. Verdades que o povo não está preparado para conhecer. Quem sabe no dia do juízo final?

Tuesday, January 24, 2006

Guinada à Direita

A esquerda tem se apresentado ao mundo como uma postura contra a situação dominante; todos conhecem a famosa frase que sempre representou bem essa atitude: "se hay gobierno, soy contra". Contestar a situação, contestar os problemas sociais, contestar a pobreza, contestar a má divisão dos recuros globais, contestar a exploração das camadas mais pobres da população, contestar a exploração de nações inteiras, contestar o mau uso dos recursos naturais do planeta, contestar, contestar, contestar tudo tem sido a plataforma por excelência das esquerdas.

Em todas essas circunstâncias, "hay um gobierno, entonces soy contra". O problema aparece quando essa idéia da esquerda é vencedora, convence as massas e assume o poder. O ideal de todo o partido político, passar da oposição para situação, passar a ser "el gobierno". É nessas horas que tem surgido a questão mais normal, mais esperada desses momentos: ¿Y ahora muchachos? ¿que lo haceremos ahora que somos el goberno?

Passar de uma situação a outra exige uma mudança imediata de postura, chegada é a hora de apresentar programas, de ser pragmático, de apresentar as soluções contestadas no discurso. Aqui no Brasil nós passamos claramente por isso, o presidente Lula acabou tendo que declarar que seu discurso opocionista foram "bravatas de oposição". A única forma que encontrou de confessar que não havia programas capazes de por em práticas as idéias defendidas nos discursos oposicionistas.

Falta às esquerdas um modelo pronto e acabado que represente o bom sucesso, a concretude do seu ideário. Sem o paradigma, resta apenas o sonho, a quimera, o eterno vender de uma idéia que, para sua existência, não deve nunca passar para o campo do real, deve permanecer no campo do irreal, do imaginário, do onírico. As esquerdas não nasceram para governar, não é tarefa que lhes caiba - ou que saibam gerir. Para o bem de todos, inclusive da situação - que também não sabe ser oposição competente -, deve continuar cumprindo o seu papel de oposição.

No caso de vencer as eleições, a oposição deveria exigir da situação a assinatura de termos de compromissos e entregar os cargos. Já teria cumprido com o seu papel na eleição. A sua verdadeira missão é ser oposição durante os governos. Eu mesmo lembro que nunca saiu a reforma da previdência - que retirou direitos dos trabalhadores no Brasil - enquanto a oposição foi oposição. Sabe quando esses direitos foram retirados? Quando a oposição virou situação! Tenho ou não razão no que digo?

Friday, January 20, 2006

No meu tempo...

Quando o cara diz "no meu tempo" é porque já é velho. Velho de idade não significa velho de espírito...Pára, pára, pára, isso é tudo bobagem, só bobagem... espírito não envelhece, amadurece, e isso é o normal da nossa vida. Velho com cabeça e atitude de jovenzinho é um retardado mental. Mas... sem mas, o que envelhece é o corpo, velho significa muito vivido, com muitos anos acumulados na vida, nascido já há muitos anos, aquele que não é mais jovem.

Ser velho não significa ser retrógado, ou ser avançado, nem uma coisa, nem a outra, significa ter vivido em várias realidades diferentes, em várias épocas, conhecer diferentes costumes de diferentes épocas. Alguns costumes evoluem outros involuem, assim é a vida. Ser velho é ser aquilo que a realidade mostra, não é preciso ficar bancando o jovem para ser politicamente correto; agir e fazer aquilo que se tem vontade, aquilo que é compatível com a possibilidade de cada um; mesmo sendo todos da mesma idade, as condições fisícas variam de indivíduo para indivíduo.

Eu ainda sou um "velho novo", mas não me atrevo a praticar body jumping, paraquedismo, alpinismo, etc, são atividades não compatíveis comigo, com minha compleixão fisíca e, principalmente, com o meu gosto. Porque vou praticar alguma coisa de que não gosto? Só para aparentar que sou mais jovem? Prefiro outros tipos de atividades fisícas, outros tipos de esporte, gosto de natação, caminhadas, ciclismo, tênis, etc.

Sei que isso tudo depende dos gostos de cada um e, cada um com seu cada um, mas vejo nesses perfis da internete a preocupação com a idade, chega a ter perguntas específicas, tipo: ocultar a idade? ocultar o ano de nascimento? Eu não oculto nada! Eu sou o que sou, tenho a idade que tenho, e sou feliz como sou, ponto.

Tuesday, January 17, 2006

Previsões

Estamos em 2006, no Brasil é ano eleitoral, no qual a disputa que se apresenta - lamentavelmente - não se dará para escolher o melhor candidato, mas para escolher um candidato em condições de evitar um continuísmo perigoso, demagógico, populista e danoso ao país.

No mundo continuamos assistindo à falência dos modelos de Estado-Providência; a falência de um modêlo, onde os segurados brigam para não perder o que já está perdido. Também perdidos estão os Estados Unidos, lutando uma guerra contra um inimigo oculto, numa versão urbana do Vietnã; só esperando uma chance para uma retirada que não dê a aparência de derrota.

Alterações climáticas assolam a vida no planeta, com potencial para, inclusive, para acabar com a raça humana. A peste medieval ressurge, com o aparecimento de um vírus que ameaça com mutações que podem se tornar incontroláveis. Hoje a mais desenvolvida tecnologia convive com a mais absoluta e inimaginável miséria. O futuro?

Sunday, January 15, 2006

Fui eu ou foi o cinema?

Achei o ano que passou decepcionante em termos de lançamentos cinematográficos. Qual o grande filme? Qual foi o lançamento que monopolizou a atenção? O normal é que todo ano seja lançado um grande filme e mais uma dúzia de títulos de destaque. O que terá acontecido com o cinema em 2005?

Ou não foi o cinema, fui eu, foi decepção minha? Confesso para vocês a minha condição de não fã da série dos filmes de Harry Potter. Que absurdo, não? Pois é, mas eu não gosto nem dos livros e, menos ainda, dos filmes do bruxinho. Peter Jackson, que ganhou uma legião de adoradores pela sua direção nos filmes da série, mereceu mais a minha consideração pelo remake de King Kong.

Amanhã - segunda dia 16 - é dia de entrega dos Globo de Ouro, que funciona como uma espécie de prévia do Óscar, não tenho favoritos; fosse responsável pelo prêmio, acho que teria dificuldade em nomear uma lista de indicados em cada uma das categorias que concorrem ao prêmio. Espero um 2006 com melhores luzes para o cinema.

Wednesday, January 11, 2006

Bóris Casoy

Ele se tornou conhecido com o bordão "Isso é uma vergonha!" e foi o âncora do Jornal da Record de 14 de julho de 1997 a 30 de dezembro de 2005, Boris Casoy sempre foi um crítico feroz das administrações públicas. Na atual administração petista, não foi diferente, mas o que foi diferente foi a reação desse que se diz um partido defensor da causa democrática, mas que adora calar a imprensa, e que acabou provocando a rescisão do seu contrato com a Record.

É bem provável que a maioria dos brasileiros ainda não conhecessem esse lado do Partido dos Trabalhadores, mas para os moradores do Rio Grande do Sul a prática é bem conhecida. Que o digam algum famosos jornalistas da imprensa local - mais de uma dezena - que perderam os seus empregos por pressão da administração petista que à época governava o Estado.

A presidência da Rede Record teria avisado Casoy de que o atual governo não admitia críticas, inclusive com ameças de cortes na publicidade estatal no Jornal da Record. e sugestões de nomes para substituí-lo. Infelizmente a Rede Record - como de resto as outras redes de jornalismo - se tornaram dependentes do capital governamental, que usa as verbas de publicidade como um meio de pressão. Acabou sobrando para o lado mais fraco, demitiram o jornalista.

Monday, January 09, 2006

Reincidentes

Agora que eu notei que os dois últimos posts falam sobre problemas no "mundo virtual". Talvez o título seja impróprio, não me consta que algum byte tenha se revoltado e criado alguma confusão, todos os problemas do chamado mundo virtual são sempre causados por pessoas, e pessoas bem reais.

Ando realmente meio descrente na humanidade, para todo lado que eu olho só vejo estupidez, raramente se vê alguma ação mínima que se possa dizer digna dessa raça. Muitos exaltam a necessidade de continuar acreditando numa possivel redenção, não sei qual com que base vamos alimentar essa crença, não vejo bondade imperando nem entre os que se dizem bons.

Este é um post ácido, eu tenho consciência disso, mas a vida tem sido ácida, causticante. Este é um post sobre a realidade, não está alimentado por nenhuma dessas fantasias que buscam trazer ares amenos para os nossos dias. Quem quiser se iludir, que se iluda...

Saturday, January 07, 2006

O mundo virtual

Estava lendo um artigo sobre as "desventuras" de alguém que teve a sua intimidade devassada e a sua vida bagunçada no Orkut. Não sou um defensor, nem um detrator do Orkut, sou um defensor do bom senso. Estive olhando os meus blogs e acho que forneço dados demais no meu perfil, não seria necessário, ou não seria conveniente, considerando o número de loucos e de loucas que andam por aí no mundo virtual.

O mundo virtual tem essa característica, reproduz o mundo "real" - não gosto desse real, porque dá a impressão, em contraposição, que o virtual não é real - com exatidão, com todos os defeitos e com todas as virtudes, e nem tem porque ser diferente; ninguém fica mais "evil", mais endominiado, nem mais santo só por meia dúzia de pixels.

Como eu gosto de repetir, o homem é o lobo do homem, o homem é o predador do homem, ele mesmo tem esse dom de tornar a vida muitas vezes insuportável.

Wednesday, January 04, 2006

Desencontros virtuais.

Esses tempos eu li uma crônica na internet, muito bem escrita por sinal, sobre os desencontros, sobre os ruídos que ocorrem na comunicação entre o pessoal que usa a internet como um meio de comunicação. Pelo texto, e pelo uso de certos termos técnicos - jargão profissional - pude deduzir que o(a) autor/autora é alguém da área de comunicações.

Atualmente a net já dispõe de uma série de acessórios que auxiliam bastante quem quer usar o micro como instrumento de comunicação; uma webcam e um microfone são exemplos de utilitários que ajudam muito na tarefa. Uma câmara supre uma das barreiras levantadas pelo(a) articulista na crônica citada, a falta do feedback, de ver no rosto do outro as reações que determinados assuntos provocam.

Uma pausa maior quando teclando, ou até mesmo uma queda do sistema durante a conversa, podem ser mal interpretados e julgados como uma fuga do diálogo. Mal entendidos que podem ocorrer até com uma certa freqüência para quem está conversando online. Isso sem falar na falta de esclarecimento, de entendimento, pode parecer simples, mas é extremamente difícil substituir um diálogo falado pelo teclado, a limitação imposta pela velocidade da digitação é evidente.

Eu posso dizer que já sofri alguns penaltis com isso, alguns mal entendidos que acabaram gerarando interpretações errôneas; ou muita coisa que acaba sendo deduzida, mas que na realidade nunca foi dita. Mas evoluiremos, como pessoas, e também evoluirão os equipamentos, para que no futuro esses desencontros virtuais sejam bem mais raros.

Sunday, January 01, 2006

As chances

Por mais que se afirme que a possibilidade de que alguém venha a acertar na mega-sena é quase uma impossibilidade estatística, alguma coisa na ordem de um para cinquenta milhões, isso para quem faz a aposta mínima, sempre existe aquele unzinho, aquele um mirradinho, bem pequenininho, quase invisível, mas existe uma possibilidade!

E é baseado nesse unzinho, quase invisível, que todo mundo joga. E sonha com este unzinho. E como é bom sonhar, não é mesmo? Essa vida é feita de sonhos. O pessoal gosta de comparar as chances de ganhar na loteria com eventos trágicos, não faça isso! Se é difícil de acontecer alguma coisa boa, vai ser difícil de acontecer coisa ruim também.

Depois, nesse país não adianta poupar. Quer um exemplo? Se você guardar 10 reais por semana, durante vinte anos, no final desse tempo você terá poupado 10.400 reais. Agora me responda: Quem é que fica rico com esse "montão" de dinheiro? Quer saber? Jogue! Pelo menos jogando você tem uma chance em 50 milhões.

Wednesday, December 28, 2005

As Leis da Convivência

Isaac Asimov escreveu mais de 500 contos e romances e inventou o termo ''robótica''.´Asimov propôs em 1940 as famosas "três leis da robótica", como um contraponto à teoria de que o homem se tornaria escravo e/ou vítima das máquinas. Os robôs seriam programados para obedecer a três leis básicas:

1 - Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um homem sofra algum mal.
2 - Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos que em elas contrariem a primeira lei.
3 - Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e Segunda Leis.

Eu tenho uma adaptação dessas leis da robótica à existência prática, as leis do dia-a-dia, eu aplico com as devidas adaptações aos meus mascotes, os meus cães. Eu sou um apaixonado por cães, mas não admito - em nenhuma hipótese - que um cão infrinja uma dessas três leis. Hoje, infelizmente um deles, justamente o meu preferido, atacou alguém aqui de casa, sem nenhuma razão. Confesso que fiquei muito triste, mas infelizmente ele teve de partir aqui de casa, ele não mora mais aqui.

Monday, December 26, 2005

Até Cansa...

Confesso que escrever sobre esse governo e suas trapalhadas cansa, e cansa muito. Primeiro foi um ataque das elites que deseja fazer baixar a cabeça de um nordestino humilde, depois foram manobras de uma oposição raivosa que deseja fazer voltar o status quo, depois foi uma perseguição arquitetada pela imprensa, agora a briga é contra a igreja católica, mais especificamente contra a opinião da CNBB, amanhã eu acho que será o povo, ou não sei quem mais. Em tudo fica a impressão de que é tudo e todos, menos o partido.

Passou dois bilhões e seiscentos mil no valerioduto, mas não houve mensalão; Delúbio e companhia mentiram descaradamente, mas não houve mensalão. A todo momento se usa a justiça e as leis buscando se eximir de responsabilidade; fosse assim teriamos que pedir perdão a Collor de Mello, a justiça não provou nada contra ele também.

O chato é ter que vamos ter que aturar mais um ano inteiro dessa ladainha, até que possamos finalmente nos vermos livre definitivamente da "inocência" dessa gente. Cansa...